O número de nascimentos em Portugal diminuiu durante o primeiro trimestre, chegando a 20.575, uma queda de 490 em relação ao mesmo período do ano anterior. Essa tendência descendente contrasta com o aumento observado desde 2022, conforme indicado pelos dados do "teste do pezinho". O distrito de Braga registrou o nascimento de 1.561 bebês.
Os números, divulgados pelo Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA) à Lusa, que abrange a maioria dos nascimentos em Portugal, revelam uma diminuição no número de bebês rastreados, após atingir o pico em 2023, com 21.065 bebês, o valor mais alto desde o início da pandemia de covid-19 em março de 2020.
Em 2023, houve um aumento significativo de 2.328 bebés rastreados em comparação com 2022, totalizando 85.764, de acordo com os dados do Programa Nacional de Rastreio Neonatal (PNRN), coordenado pelo INSA.
Os dados deste ano mostram que janeiro teve o maior número de nascimentos (7.683), seguido por fevereiro (6.651) e março (6.241).
Durante este primeiro trimestre, Lisboa liderou em exames realizados (6.316), seguida pelo Porto (3.597), Setúbal (1.656), Braga (1.561), Faro (1.075) e Aveiro (899). Os distritos com menor número de testes foram Bragança (122), Portalegre (134) e Guarda (165).
O "teste do pezinho" em 2023 identificou 150 casos de doenças raras entre os 85.764 bebés rastreados. Dessas, 54 eram de doenças hereditárias do metabolismo, 50 de hipotiroidismo congênito, seis de fibrose cística, 34 de drepanocitose e seis de atrofia muscular espinhal.
Coordenado pelo INSA, o Programa Nacional de Rastreio Neonatal rastreia 28 patologias desde 1979, tendo identificado até o final de 2023 um total de 2.692 casos de doenças raras, após rastrear 4.224.550 recém-nascidos.
De acordo com o instituto, a identificação precoce dessas doenças permitiu que todos os pacientes iniciassem tratamento imediato, evitando complicações neurológicas ou outras complicações graves.
Apesar de não ser obrigatório, o programa tem uma taxa de cobertura de 99,5%, e o tratamento geralmente é iniciado em cerca de 10 dias após o teste, que é realizado a partir do terceiro dia de vida do recém-nascido, por meio de uma pequena amostra de sangue coletada do pé da criança.

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